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Hospital Paulistano

 

Pacientes com câncer passam a contar com PET-CT integrado à jornada de cuidado no Hospital Paulistano

Com investimento de R$10 milhões, novo equipamento passa a funcionar dentro da estrutura da Total Care Oncologia e conectado ao laboratório 100% digital, contribuindo para diagnósticos mais precisos e decisões terapêuticas mais efetivas

 

            O câncer é um dos principais desafios de saúde do país. Segundo a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano até 2028, evidenciando a importância do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento.

Nesse contexto, pacientes atendidos no Hospital Paulistano passam a contar com um novo recurso para investigação, estadiamento e acompanhamento do câncer. A instituição colocou em operação um novo equipamento de PET-CT, exame que combina informações anatômicas e metabólicas para auxiliar médicos na identificação da extensão da doença, na detecção de possíveis metástases e na avaliação da resposta aos tratamentos.

A incorporação da tecnologia amplia a capacidade diagnóstica da Total Care Oncologia e representa um avanço na integração da jornada assistencial. Com o exame disponível dentro do próprio hospital, a expectativa é reduzir etapas entre a suspeita clínica, a confirmação diagnóstica e a definição da estratégia terapêutica, uma das maiores demandas de pacientes que enfrentam doenças oncológicas.

O PET-CT reúne, em um único exame, a tomografia computadorizada — responsável por mostrar a anatomia do corpo — e a tomografia por emissão de pósitrons, capaz de identificar alterações no metabolismo celular. Na prática, isso permite detectar lesões que podem não ser visualizadas em exames convencionais, avaliar a disseminação da doença com maior precisão e monitorar a eficácia dos tratamentos ao longo do tempo.

Além disso, o exame auxilia os especialistas em situações clínicas complexas, como a diferenciação entre tecido cicatricial e doença ativa após um tratamento oncológico, contribuindo para decisões mais assertivas sobre a continuidade, suspensão ou mudança da estratégia terapêutica.

“Na oncologia, tempo e precisão fazem diferença. Ter acesso ao PET-CT dentro de uma estrutura integrada permite que as equipes médicas obtenham informações importantes de forma mais ágil, contribuindo para decisões clínicas mais seguras e individualizadas”, afirma Odair Abdala, diretor médico do Hospital Paulistano.

 

Diagnóstico integrado para decisões mais precisas

 

O novo equipamento é resultado de um investimento de R$ 10 milhões e passa a operar conectado à estrutura diagnóstica da Total Care Diagnósticos, que conta com o primeiro laboratório de anatomia patológica totalmente digital do país. Nesse modelo, as lâminas obtidas em biópsias são digitalizadas em alta resolução, facilitando a análise por equipes multidisciplinares e a discussão de casos de maior complexidade.

A integração entre os resultados das biópsias e os exames de imagem permite uma visão mais ampla do comportamento dos tumores, criando condições para abordagens terapêuticas mais personalizadas e alinhadas às características de cada paciente.

“O PET-CT fornece informações que vão além da localização anatômica da doença, permitindo avaliar também sua atividade metabólica. Quando esse recurso está integrado a uma estrutura robusta de diagnóstico e acompanhamento especializado, ampliamos nossa capacidade de compreender o comportamento do tumor e definir condutas mais precisas ao longo do tratamento”, explica Carlos Donnarumma, diretor nacional de Oncologia da Rede Total Care.

Segundo o INCA, os tipos de câncer mais incidentes no Brasil continuam sendo os tumores de mama e próstata, seguidos pelos cânceres colorretal e de pulmão, reforçando a necessidade de investimentos em diagnóstico e acesso oportuno ao cuidado especializado.

Além da aplicação em oncologia, o novo PET-CT também poderá ser utilizado em investigações cardiológicas e neurológicas, sempre conforme indicação médica, ampliando o acesso a uma ferramenta diagnóstica de alta complexidade dentro da estrutura hospitalar.