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Hospital Santa Helena

 

Hospital Santa Helena recebe certificação do IBSP por protocolo de prevenção ao tromboembolismo venoso

Avaliação do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente reconhece protocolo adotado pela unidade de Santo André

        

O Hospital Santa Helena, em Santo André, no ABC Paulista, recebeu certificação do Instituto Brasileiro de Segurança do Paciente (IBSP) pelo protocolo adotado para prevenção do tromboembolismo venoso (TEV). A condição, associada à formação de coágulos, pode provocar complicações graves em pacientes hospitalizados.

A unidade é o primeiro hospital no ABC da Rede Total Care, do Grupo Amil, a obter a certificação após a promulgação da nova legislação federal sobre o tema. A avaliação realizada pelo IBSP ganha relevância diante das novas exigências para prevenção do TEV nos serviços de saúde.

Sancionada em junho, a Lei nº 15.448/2026 determina que hospitais públicos e privados, além de unidades de saúde com serviços de internação, mantenham uma estrutura destinada à promoção de ações de prevenção do tromboembolismo venoso. A medida reforça a importância de protocolos capazes de identificar pacientes com maior risco e orientar medidas preventivas durante a internação.

Segundo Felipe Malafaia, gerente médico da Rede Total Care, a unidade mantém rotinas para a avaliação sistemática do risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar entre os pacientes internados, com adoção de medidas preventivas de acordo com as diretrizes médicas aplicáveis a cada caso.

“Os profissionais de diferentes áreas atuam de forma integrada, seguindo protocolos clínicos e práticas voltadas à segurança do paciente. Na prevenção do TEV, são considerados também os fatores individuais que podem elevar o risco, como idade, realização de cirurgias e presença de doenças preexistentes”, afirma Malafaia.

Para o médico, a identificação precoce dos fatores de risco é determinante para a prevenção. “A prevenção do tromboembolismo venoso depende de uma avaliação adequada dos riscos e da aplicação consistente dos protocolos. Quando diferentes profissionais participam desse processo, ampliamos a capacidade de oferecer um cuidado mais seguro e integrado”, acrescenta.

A legislação prevê ainda que as ações de prevenção possam ser conduzidas pelos Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs), quando existentes. Publicada em 1º de julho, a norma prevê entrada em vigor 180 dias após essa data.