Câncer de bexiga deve registrar 360 novos casos por ano no Ceará e avança com novas opções de tratamento
Encontro científico em Fortaleza apresentou terapias mais direcionadas e com menor toxicidade para pacientes

Fortaleza, CE -
Ceará deve registrar cerca de 360 novos casos anuais de câncer de bexiga em 2026, sendo aproximadamente 240 em homens e 120 em mulheres, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O perfil acompanha a tendência nacional, com maior incidência entre homens, especialmente fumantes e idosos.
Para discutir os avanços no enfrentamento da doença, o Centro Edson Bueno, braço de educação, pesquisa e inovação do Grupo Amil, promoveu um encontro científico no Hospital Monte Klinikum, reunindo especialistas da área.
De acordo com o gerente nacional de Oncologia da Rede Total Care, Carlos Donnarumma, o tratamento do câncer de bexiga passa por uma transformação significativa, sobretudo em função do perfil dos pacientes. “São, em geral, pessoas mais idosas e com outras comorbidades, o que dificulta a realização da quimioterapia convencional, historicamente considerada o padrão de tratamento”, explica.
No entanto, novas abordagens vêm ampliando as possibilidades terapêuticas. Entre elas, destacam-se a imunoterapia e as chamadas drogas conjugadas.
“Essas terapias conseguem atingir com maior precisão as células doentes, com um perfil de toxicidade mais manejável e resultados superiores em comparação à quimioterapia tradicional. Isso tem impactado tanto o tratamento de casos metastáticos quanto os cenários pré-operatórios”, afirma Donnarumma.
Segundo o especialista, esse avanço representa uma mudança de paradigma no cuidado com a doença, ao substituir gradualmente modelos baseados exclusivamente em quimioterapia por estratégias que combinam diferentes tecnologias, com ganhos em sobrevida e qualidade de vida.
Sintomas exigem atenção
O câncer de bexiga pode apresentar sinais que, muitas vezes, são confundidos com outras condições menos graves, o que pode atrasar o diagnóstico. O sintoma mais comum é a presença de sangue na urina, que pode variar de pequenas quantidades até alterações visíveis na coloração, tornando-a rosada, avermelhada ou escura.
Outros sinais incluem dor ou queimação ao urinar, aumento da frequência urinária mesmo com a bexiga vazia, dor na região abdominal ou lombar, além de dificuldade para urinar ou diminuição do fluxo. Em estágios mais avançados, podem surgir sintomas como fadiga, perda de peso e diminuição do apetite.
Fatores de risco
Segundo Carlos Donnarumma, o principal fator de risco para o câncer de bexiga é o tabagismo, especialmente entre pacientes mais idosos.
“O perfil mais comum é de pessoas com idade mais avançada e histórico de tabagismo, que é, de longe, o fator de risco mais importante para essa doença. Existem outros fatores descritos na literatura, como algumas infecções específicas e a exposição a determinados agentes químicos, mas são menos frequentes. O tabagismo segue como o elemento preponderante”, afirma
Rede Total Care
A Rede Total Care, do Grupo Amil, é um conjunto de hospitais e serviços de saúde que tem como missão oferecer uma assistência médica de alta qualidade, focada na inovação, eficiência e no cuidado humanizado aos seus pacientes. Com o objetivo de transformar a experiência no setor de saúde, a Rede Total Care proporciona um atendimento completo, desde a prevenção até o tratamento especializado, com a garantia de profissionais altamente capacitados e infraestrutura de ponta.