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Hospital Paulistano

 

Alerta vermelho para os ossos: por que a osteoporose é um risco real

Especialista explica sintomas e como se prevenir


Ela chega sem aviso, avança sem sintomas e só costuma ser descoberta após uma fratura. Assim é a osteoporose, uma das doenças crônicas mais comuns do envelhecimento, especialmente entre mulheres após a menopausa. Caracterizada pela perda gradual de densidade e qualidade dos ossos, a condição pode comprometer gravemente a mobilidade, a autonomia e impacta diretamente na qualidade de vida.

Globalmente, cerca de 200 milhões de mulheres sofrem de osteoporose, e estima-se que 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens com mais de 50 anos sofrerão fraturas relacionadas à doença. No Brasil, a expectativa é que metade das mulheres e 20% dos homens com mais de 50 anos terão pelo menos uma fratura osteoporótica ao longo da vida.

Os principais vilões da saúde óssea são bem conhecidos: idade avançada, alterações hormonais, sedentarismo, alimentação pobre em cálcio e vitamina D, além da baixa exposição ao sol, essencial para a síntese da vitamina. Isso torna a prevenção ainda mais importante e deve começar antes mesmo dos primeiros sinais da menopausa.

A perda de densidade óssea é frequentemente ignorada até que ocorra uma fratura. Por isso, é essencial promover uma cultura de prevenção, com foco especial nas mulheres no período pós-menopausa. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial, já que fraturas vertebrais e de quadril estão entre as principais consequências, com impacto significativo na morbidade e mortalidade

Como a prevenção deve começar na infância e prosseguir por toda a vida, é importante divulgar o tema amplamente. As medidas preventivas continuam sendo um estilo de vida saudável: exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e, quando necessário, suplementação de nutrientes essenciais são práticas acessíveis que têm um impacto direto na saúde óssea a longo prazo.

A osteoporose pode até ser silenciosa, mas a prevenção deve ser ativa e constante. Cuidar dos ossos hoje é garantir mais liberdade de movimento amanhã.

 

Juliana Donnarumma - Médica Reumatologista com atuação em dor osteomuscular no Hospital Paulistano e coordenadora da especialidade na Rede Total Care