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Especialista explica sobre incontinência urinária, uma condição que atinge milhões de pessoas no mundo e causa impacto na vida social

Apesar de subdiagnosticada, há tratamento e pode ser controlada com opções eficazes de manejo clínico, fisioterápico e, quando necessário, cirúrgico

 

A incontinência urinária, definida como a perda involuntária de urina que afeta homens e mulheres de diferentes faixas etárias, é um problema de saúde comum, mas muitas vezes negligenciado, cujos impactos podem se estender à esfera física, emocional e social. Estimativas recentes indicam que mais da metade das mulheres relatam episódios de incontinência em determinado momento da vida, dependendo da idade e do tipo de incontinência, e que homens também podem ser afetados, especialmente em idades mais avançadas ou após procedimentos prostáticos.

A incontinência urinária pode se apresentar de diferentes formas, sendo elas: incontinência de esforço e ocorre, geralmente, a perda da urina ao tossir, espirrar, rir ou ao fazer esforço físico. Ainda há a incontinência de urgência, que gera uma sensação súbita e intensa de necessidade de urinar, com incapacidade de segurar. Além do desconforto físico, a condição pode provocar consequências psicológicas. Muitos pacientes podem desenvolver sintomas de ansiedade ou depressão em decorrência do impacto na rotina e nas relações sociais.

“Embora frequentemente subestimada, a incontinência urinária pode e deve ser tratada”, afirma Carlos Cunha, Coordenador de Urologia do Hospital Ipiranga de Mogi das Cruzes. “Com um acompanhamento especializado, integrando avaliação clínica urológica, terapias comportamentais, fisioterapia pélvica e, quando indicados, tratamentos farmacológicos e cirúrgicos, muitos pacientes experimentam melhora significativa da qualidade de vida.”

Opções de tratamentos e abordagens multidisciplinares

O tratamento da incontinência urinária depende da origem e da gravidade dos sintomas, mas muitas vezes inclui um conjunto de abordagens, como medicamentos, terapias comportamentais e até intervenção cirúrgica. Para definir o procedimento, o paciente passa por uma criteriosa avaliação especializada.

“Cada paciente é único e merece um plano terapêutico adaptado às suas necessidades”, ressalta o especialista. “O acompanhamento com equipe especializada permite não só tratar os sintomas, mas entender suas causas e as melhores estratégias para cada caso.”

Quebra do estigma e busca por ajuda

Apesar da alta prevalência, grande parte das pessoas ainda reluta em buscar ajuda, seja por vergonha, falta de informação ou por acreditar que a condição é uma consequência inevitável do envelhecimento.

“Muitos pacientes com sintomas significativos não procuram atendimento de saúde ou demoram anos até buscar avaliação especializada. Conversar abertamente sobre incontinência urinária e incluir essa discussão no contexto da saúde integral é fundamental”, explica Carlos. “Com informação adequada e suporte clínico, é possível controlar os sintomas, melhorar o bem-estar e resgatar a segurança nas atividades diárias.”

Sobre o Hospital Ipiranga de Mogi das Cruzes

Referência em atendimento clínico e cirúrgico, o Hospital Ipiranga desenvolve programas especializados em urologia e saúde integral, com foco em práticas baseadas em evidências e centradas no paciente.